5.05.2007

Romaria nº 1



Romaria a Cavalo muito participada

"A Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo, com organização das Câmaras da Moita e de Viana do Alentejo em parceria
com a Associação de Romeiros da Tradição Moitense e a Associação Equestre de Viana do Alentejo, partiu no emblemático dia 25
de Abril."...

Ler mais em: www.jornalregional.com
Recebido em: vianadoalentejo@hotmail.com

Romaria nº 2



Associação Equestre Moitense
Romaria a Cavalo com menos participação

"Alguns vestidos a rigor, outros mais descontraídos, os romeiros
da Associação Equestre Moitense partiram rumo
a Viana do Alentejo, ao encontro da Nossa Senhora d’Aires, cumprindo mais uma vez esta romaria. A 7ª Romaria a Cavalo partiu
na manhã do dia 2 de Maio, que se mostrou chuvosa."...

Ler mais em: www.jornalregional.com
Recebido em: vianadoalentejo@hotmail.com

4.21.2007

Alcácer repara estrada para Viana


sábado, 21 de abril de 2007 - 12h10
Câmara de Alcácer repara estrada para Viana do Alentejo

"O município de Alcácer do Sal anunciou a reparação da estrada
de ligação a Viana do Alentejo, cujo mau estado do piso suscitou
críticas dos moradores locais, mas pretende enviar a "factura" das obras
ao Governo.

"Mais vale avançar, de imediato, com uma obra incompleta do que continuar de braços cruzados à espera de uma sempre anunciada intervenção da Administração Central", justifica o presidente socialista do município, Pedro Paredes, em comunicado.

A Estrada Regional 257 (ER-257), de ligação entre Alcácer do Sal (Setúbal) e Alcáçovas (Viana do Alentejo), em direcção a Évora,
não recebia obras há mais de uma década e o mau estado
do piso foi alvo de uma contestação, em Janeiro último, por parte
de utilizadores da via.

O grupo de moradores locais deslocou-se, a 23 de Janeiro, à Câmara Municipal de Alcácer do Sal para protestar contra a situação
de degradação do pavimento, sobretudo nos 12 quilómetros existentes
no concelho, tendo reunido com o vice-presidente e com o vereador
das Obras."

Em correioalentejo.com

O Programa das festas


VII Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo 2007

PROGRAMA

Dia 25.Abril
08:00 – Concentração no terreno anexo ao Pavilhão Municipal
de Exposições da Moita.
09:00 – Partida da Romaria na Igreja Nossa Sr.ª da Boa Viagem -
- Moita
12:30 – Almoço
15:30 – Reinício da Romaria
18:00 – Chegada ao local da pernoita

Dia 26.Abril
08:00 – Alvorada
09:00 – Partida
12:30 – Almoço
16:00 – Reinicio da Romaria
18:00 – Chegada ao local da pernoita

Dia 27.Abril
08:00 – Alvorada
09:00 – Partida
12:30 – Almoço
15:30 – Reinicio da Romaria
18:00 – Chegada ao local da pernoita
22:00 – Entrega de lembranças a todos os Romeiros
devidamente inscritos

Dia 28.Abril
07:30 – Alvorada
08:30 – Partida
12:30 – Almoço
15:30 – Reinicio da Romaria
18:00 – Chegada a Viana do Alentejo
21:30 – Jantar oferecido a todos os Romeiros, devidamente inscritos, na Casa do Romeiro junto ao Santuário Nossa Sr.ª D’Aires.
Entrega de lembrança aos Grupos participantes

Dia 29.Abril
07:30 – Alvorada
09:30 – Concentração na Praça São Luis, em Viana do Alentejo.
10:00 – Procissão.

equisport.pt em 20/04/07

4.13.2007

2 anos de (Eng.) Sócrates


Click to play
In: rtp.pt/tv/vídeos&tv online/2007-04-11/Entrevista - 2 Anos de Governo

4.12.2007

By the Book

..."Por mero acaso, quando verificava umas datas biográficas,
consultei a edição de 1994 de Classe Política Portuguesa
de Cândido de Azevedo, feita em parte com base nas informações
fornecidas pelos próprios e é assim que José Sócrates
é apresentado:"...





In: Abrupto 10/04/07

Um Kit Sem Fronteiras

"No dia 13 de Abril, pelas 16h00 no Auditório Municipal de Portel,
integrado na “Festa com Livros” promovida pela Câmara Municipal de Portel, será apresentado o Kit Sem Fronteiras.

Este Kit pedagógico, destinado a escolas, bibliotecas, ATL’s,
tem como objectivo promover a interculturalidade e é constituído
por dois livros (um livro história e um manual),
dois jogos e um site (www.kitsemfronteiras.net).

O Kit Pedagógico foi resultado de um Projecto promovido pela Associação Terras Dentro (www.terrasdentro.pt) – ATD - financiado pelo programa Equal. Na sua génese teve um trabalho de pesquisa
e criação junto de uma escola do 1º Ciclo (Aguiar, concelho
de Viana do Alentejo), conduzido por Fernando Moital (ATD)
durante o ano lectivo 2003-2004."...

Publicado em 11-04-2007
acime (Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas)
Recebido em: vianadoalentejo@hotmail.com

4.04.2007

25ª da "Alentejana"
passa ao largo de Viana




25ª Volta ao Alentejo em Bicicleta - 2007 de 11 a 15 de Abril

..."A "Alentejana" rasgou as estradas da planície mas também
o coração dos alentejanos. Nenhuma outra prova desportiva, nenhum outro evento terá despertado tantas paixões na região,"...

..."Uma prova com alcunha tem de ser uma prova com alma...
Tem de ser uma prova com carisma. Tem de ser uma prova amada... Uma prova feita com o suor dos ciclistas mas também com o esforço daqueles que a pensaram, que a organizaram, que a promoveram
pelos quatro cantos do mundo. "...*

..."A aldeia de Salvada é o cenário de partida do “crono”, sustentando
Manuel Carvalho, presidente da Junta de Freguesia que,
esta “será uma excelente oportunidade para trazer novas pessoas
à localidade e divulgar as suas potencialidades”, disse.

Moura, Serpa e Beja, são os concelhos visitados pela Volta ao Alentejo, durante a sexta-feira, dia 13, que poderá ser aziaga para uns,
mas de sorte para outros, pelo menos para o líder após o contra-relógio.

Moura recebe uma partida da volta após cinco anos de interregno.

A última partida aconteceu na 2ª etapa da 20ª edição, cujo final aconteceu em Viana do Alentejo."...**

* AMDE-Desporto
** Rádio Voz da Planície - 104.5FM
Recebido em: vianadoalentejo@hotmail.com

3.26.2007

O Berço da Cidadania



“Não pode haver cidadania activa se não tiver expressão na promoção dos direitos da criança”, defende Armando Leandro,
em entrevista ao JUSTIÇA & CIDADANIA.

Para o presidente da Comissão Nacional de Protecção a Crianças
e Jovens em Risco (CNPCJR), “este deve ser um elemento interiorizado por todos nós e não nos podemos conformar
com a situação actual”, acentuando que “devemos fazer tudo
o que estiver ao nosso alcance para mudar esta realidade”.
Acreditando que a protecção das crianças, neste momento, já é um “desígnio nacional”...

..."Tem havido o desenvolvimento de acções procurando radicar uma cultura de prevenção primária, que ainda não temos, quer do risco quer do perigo."...

..."há também uma maior sensibilidade pública para a importância
da criança. Esta, hoje, é quase um bem raro, infelizmente ainda
com frequência mal amada… É indispensável que nos preparemos para que à criança sejam proporcionadas condições para um desenvolvimento integral, em plena segurança."...

..."há várias experiências, nomeadamente no domínio da formação parental, da prevenção primária e no âmbito dos esforços para a concretização do direito da criança à educação. Neste último domínio, recorde-se que, depois da negligência, os casos mais sinalizados têm a ver com o absentismo, o insucesso e abandono escolar.

..."Em Junho do ano passado foi estabelecido um protocolo entre
os ministérios do Trabalho e da Segurança Social e o da Educação,
para colocar os denominados professores-tutores nas comissões de protecção, com o intuito de fazerem a ligação destas com o sistema educativo e facilitarem estratégias e acções integradas de prevenção primária, secundária e terciária de um fenómeno preocupante que é indispensável inverter."...

..."Temos 272 comissões já instaladas e vão iniciar o seu funcionamento mais três até Abril, em Viana do Alentejo,
Vila Flor e Miranda do Douro. Acentue-se que estas comissões
são instaladas à medida que as próprias comunidades manifestam interesse na sua criação."...

Ler mais ... www.oprimeirodejaneiro.pt de 26/03/07
Recebido em: vianadoalentejo@hotmail.com

3.23.2007

A AEM deu com os burrinhos na água



Abertas Inscrições para Romaria a Cavalo
2007.03.13

"Encontram-se abertas as inscrições para os conjuntos que desejem participar na VII Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo,
a decorrer entre 25 e 29 de Abril."...

..."De referir que a VII Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo
vai, este ano, ser promovida por uma Comissão Organizadora composta pela Associação dos Romeiros da Tradição Moitense, Associação Equestre de Viana do Alentejo e pelas Câmaras Municipais da Moita
e de Viana do Alentejo, cumprindo-se, mais uma vez, a tradição."...

Em: www.equitacao.com

A Romaria da TRANSPARÊNCIA

VII Romaria a Cavalo MOITA - VIANA DO ALENTEJO


..."Este ano, a Associação Equestre Moitense (AEM), pretende realizar
uma romaria que parte da Moita e termina em Viana, em datas completamente fora das nossas realizações e comemorações tradicionais."...

..."a Câmara Municipal de Viana do Alentejo informou que não apoiaria essa iniciativa"..."foi completamente apoiada pela Câmara Municipal da Moita"..."que se disponibilizou para em conjunto
com TODAS as entidades que assim o entendessem, ajudar a cumprir
a tradição que apesar de recentemente recuperada é já muito acarinhada"...

"Foi convidada para a organização a AEM que nem sequer respondeu.

Pretendemos com esta estrutura agora constituída e que conta com
o apoio de todas as Juntas de Freguesia"..."proprietários dos terrenos"...
"e"...de todos os corpos de bombeiros ao longo do percurso, criar as condições de continuidade para esta importante realização, sem que a mesma fique dependente de um qualquer capricho, de uma qualquer pessoa que se assim o entender possa acabar com ela, ou manipulá-la como se fosse sua.

Pretendemos ainda introduzir um conceito novo à realização da Romaria, TRANSPARENCIA. A transparência que em anos anteriores não existiu e que tratou números de inscrissões de participantes, receitas e despesas como se de algo raro se trata-se e que não pudesse ver a luz do dia. Connosco não é assim. Tudo é do conhecimento de todos. Eventualmente esta forma de trabalhar não agradará a todos
e por isso eventualmente queiram fazer uma coisa diferente."...

Volante da Câmara Municipal de Viana do Alentejo,
datado de 15 de Abril de 2007

Ler mais em html, Download de pdf
Recebido em: vianadoalentejo@hotmail.com

3.11.2007

Autarquia "descontente"
com o CODU

Sexta, 09 Março 2007

"A Câmara de Viana do Alentejo está preocupada com as alterações
no transporte de doentes, introduzidas pelo Cento de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

A Junta de Freguesia de Alcáçovas foi forçada a deixar de fazer o transporte de doentes, disse à DianaFm, Estevão Pereira, mostrando-se preocupado com as regras que poderão afectar o mesmo serviço dos Bombeiros de Viana do Alentejo.

O presidente da Câmara de Viana do Alentejo, revelou que já se verifica uma redução nas solicitações da Administração Regional
de Saúde. Estevão Pereira afirmou que actualmente os custos com o transporte de doentes já foram reduzidos em 50%.

O novo edifício do Centro de Saúde estará pronto dentro de 5 meses,
mas na opinião do autarca, não há a garantia de que será colocado ao serviço da população."...

Em: DianaFm - 91.4

Duas datas para a mesma Romaria

Moita - 2007/03/06

"A Associação Equestre Moitense já anunciou que vai organizar a VII Romaria a Cavalo ao Santuário de Nossa Senhora de Aires,
em Viana do Alentejo, entre 2 a 6 de Maio, numa altura em que a Câmara Municipal da Moita já avançou com uma outra data, entre 25 e 29 de Abril.

A associação, que há seis anos trabalha nesta Romaria, mostra-se,
em comunicado, contra a data avançada pela comissão organizadora
já constituida, salvaguardando que “nada tem contra o 25 de Abril, antes pelo contrário, é apanágio desta associação participar no desfile comemorativo desta data histórica, pelas ruas da sede de concelho”.
Porém, sublinham, “não permitiremos que se pretendam misturar as coisas: uma romaria [procissão] é completamente diferente de uma comemoração do dia da Liberdade”.

A Associação Equestre sublinha que “é a única e legítima detentora
do registo, junto do Instituto Nacional de Propriedade Industrial,
desta Romaria, pelo que, qualquer tentativa de usurpação é punível por lei.
A Romaria é considerada a maior organização do género em Portugal
e a 2ª maior organização do género na Europa e tornou-se um ex-libris
da vila da Moita."...

Em: PAL FM - 102.2

3.08.2007

A Próxima Romaria

Discordâncias quanto à data de realização da próxima Romaria Equestre da Moita a Viana do Alentejo

A Romaria Equestre da Moita a Viana do Alentejo, que anualmente
se tem realizado na altura da Festa de Nª. Srª. d’ Aires,
em Viana do Alentejo, este ano deveria realizar-se de 25 a 28 de Abril.
Porém, a entidade organizadora – a Associação Equestre Moitense – marcou a 7ª Romaria Equestre para o período de 2 a 5 de Maio.

As Câmaras Municipais da Moita e de Viana do Alentejo discordam desta alteração de datas, particularmente a Câmara de Viana
pretende que a Romaria culmine no dia 28 de Abril – data da Procissão de Nª. Srª. d’ Aires.

Entretanto, estará já constituída uma associação de romeiros – a Associação de Romeiros da Tradição Moitense – para organizar uma Romaria Equestre, naqueles dias de Abril.

Na última reunião pública da Câmara da Moita, o vereador socialista, Vítor Cabral, acusou a Câmara de se estar a apropriar da organização, e alertou para a visibilidade que a Romaria já tem a nível nacional e para o facto de ter uma bênção papal, tudo isto por acção da Associação Equestre que, segundo
o vereador, deverá realizar a 7ª Romaria. Vítor Cabral aconselhou uma certa prudência no tratamento deste caso.

Dizendo-se disposto à frontalidade, o presidente da Câmara, João Lobo, defende que a Romaria Equestre se realize de 25 a 28 de Abril, para que
a sua chegada se integre na Procissão da Festa de Nª. Srª. d’ Aires, em Viana do Alentejo. “Qualquer outra data não faz sentido”, acrescenta."

Em: O Rio.pt - Notícias da Moita e Região

2.12.2007

A Olaria Tradicional





Preparação da Pasta

O barro utilizado pelos oleiros de Viana do Alentejo era retirado
de umas barreiras situadas na Herdade dos Baiões, a 3 km da vila. Pertencia esta propriedade à famíla Cabral, que há bastantes anos tinha doado o barro aos oleiros de Viana, mediante o pagamento por parte deste de um foro, em peças de barro. Depois esta herdade transformou-se numa U.C.P., continuando os oleiros a usufruir
dos mesmos direitos sobre o barro.
A argila é cavada nas barreiras e transportada em carroças para as diversas olarias. Aqui, onde o ambiente tem um aspecto particular, dado pela humidade, pela lama e pela fraca iluminação, começa a preparação do barro.

O processo utilizado pelos oleiros (à excepção de um, que já utilizava uma máquina para o efeito) é o tradicional, bastante rudimentar,
e que passamos a descrever de seguida:

O barro é exposto ao sol para que se possa partir mais facilmente
em pequenos bocados («misgalhar o barro»). Sobre a argila partida
é deitada água, de preferência com um regador, para que esta seja totalmente absorvida. É usual fazer-se esta operação ao fim do dia,
para que durante a noite o barro vá amolecendo. Seguidamente,
o barro é amassado com a mão e colocado num monte. O oleiro sobe para ele e, colocando um pé ao centro, servindo de apoio, roda no sentido dos ponteiros do relógio, esmagando os bordos com o calcanhar,
que progressivamente se vai enterrando.

Logo que a espessura do barro atinge 5 cm aproximadamente, o oleiro dá por terminada esta fase do trabalho. Passa de seguida à detecção
de impurezas e corpos estranhos, utilizando para o efeito a sua própria mão que faz passar por pequenos blocos de barro. Todo este trabalho
de preparação do barro demora cerca de hora e meia, e a partir desta última operação o barro está pronto a ser trabalhado na roda.





A Roda


A roda mais antiga, e a mais simples, é denominada roda baixa, movida com a mão. Era utilizada já pelos egípcios, como testemunham os frescos
de há 2000 anos antes de Cristo, existentes nos túmulos de Tebas e reproduzidos por A. Brongniart e Joaquim de Vasconcelos, nos seus estudos sobre cerâmica.

Este tipo de roda,era utilizado em muitas regiões de Portugal, principalmente no Norte do País. Não há vestígios de rodas deste tipo primitivo no Alto Alentejo. Os oleiros alentejanos utilizam outro tipo
de roda, mais alta, accionada com o pé e de origem árabe.

A roda é o principal utensílio do oleiro. Está montada numa espécie
de mesa denominada «arquina», onde é colocada uma placa de madeira, uma tigela com água e as «pelas» (ou blocos) de barro.

É difícil trabalhar na roda, exige grande vocação, prática
e perseverância, para se conseguir uma sincronização perfeita entre
os pés e as mãos. O pé imprime o movimento e controla a velocidade, enquanto as mãos vão transformar o bloco de barro, colocado sobre a roda, subindo-o, alargando-o, até se tingir a forma final que o mestre idealizou. Cortando a peça pela base com o fio ou arame, a peça
é retirada e colocada numa placa de madeira.

As peças, depois de moldadas, ficam a secar em prateleiras ou no chão, de maneira a ficarem apenas com 7 a 10% de humidade; só depois podem ir a cozer. O tempo de secagem é variável, dependendo de vários factores: espessura da peça, condições das instalações e condições atmosféricas.


Os Fornos


Os fornos de Viana do Alentejo eram geralmente construídos nos pátios dos oleiros. Eram descobertos, sem chaminés, protegidos dos ventos por paredes de alvenaria, geralmente cobertos por uma abóboda protegida com telhas.

Podemos dividi-los nas seguintes partes: caixa, boca, caldeira e arcos.

As peças ao serem colocadas no forno (operação de «enforna»),
têm de obedecer a uma técnica apurada, de maneira a que o fogo
seja distribuído de modo igual para todas elas. A lenha é introduzida lentamente (duas a quatro horas), (período «resquente»), evitando-se assim a mudança brusca de temperaturas, que poderia ocasionar que todas as peças se quebrassem. O tempo de cozedura é variado, dependendo da posição das peças no forno, da qualidade
e da quantidade de lenha. Normalmente a cozedura é feita durante a noite, pois este tipo de fornos não tem qualquer indicador de temperatura, tendo o oleiro que espreitar a cor das peças, através de uma vigia para saber se já estão cozidas, colocando, no caso da cozedura ainda não estar acabada, mais lenha sobre as peças mais cruas.

Em: ESTIG - Int. Politécnico de Beja

2.08.2007

"A Guerra"



"Os portugueses foram buscar o termo guerra às invasões germânicas, de suevos, godos, ostrogodos e vândalos (estes últimos de tão má memória que ainda hoje as gentes do Minho num delicioso falejar chamam a um sujeito mal comportado de gândulo.

A longa (e embora imposta) pax romana quase fizera esquecer o termo latino para a guerra: bellum, e, que só viria a reaparecer, mas por via erudita, no Renascimento, com as armas bélicas, os povos belicistas,
os homens belicosos.

A guerra era , pois, o germânico werra (o dabliu deve ler-se gue).
Fazia-se, na Idade Média pelos métodos do fossado ou da razia, raras vezes pela batalha em campo aberto.



Um fossado , de que tantas vezes falam as cantigas de amigo, esse era latino: o fossatum, um lugar consolidado com trincheiras, (uma fossa) assim qualquer coisa como a muito impropriamente denominada Cava de Viriato, nas vizinhanças de Viseu.

Enquanto o fossado desapareceu da terminologia dos nossos tempos, (a não ser que volte para dizermos que estamos na fossa...) a razia é um termo comum: vai dos feitos futebolísticos às aventuras do rapazio, até às consequências dos actos dos amigos do alheio.
Contudo só os ladrões estão etimologicamente correctos.

Razia (aliás razzia) é palavra árabe que significa inesperado ataque nocturno, como, por exemplo, fez Afonso Henriques em Santarém.
Com o andar dos tempos, as consequências do acto acabaram de lhe roubar o significado.

Burgos, nome de cidade espanhola, e trégua mantiveram-se
na Península como derivados de werra, a atestar a colonização suévica,
e Leão corresponde ao étimo de legião (a VII que esteve por ali estacionada por longo tempo, antes de ocupar o norte de Portugal).

Da guerra com os árabes, ficaram-nos inúmeras palavras.
Um almirante (a que a Idade Média proferia almiral) é um al-mir mouro e um alferes teria sido um alferico.
Mais pacificamente, um açoute (azzaut) não passava de uma simples bofetada entre os nossos vizinhos do norte de África."



Exemplo de Castelo em paliçada Séc XII


fossado
adjectivo
1. cavado como um fosso;
substantivo masculino
1.cova de profundidade variável (fosso) aberta à volta de fortificações para servir
de defesa, , conforme o tipo de preenchimento pode ser seca ou molhada.;
2.HISTÓRIA serviço militar medieval cuja prestação respeitava normas estabelecidas pelo foral ou pelo costume da terra;
3.HISTÓRIA incursão ou investida militar sobre território inimigo, na Idade Média;
(Part. pass. de fossar)

Fontes:
"A Guerra", de Roby Amorim
em "Elucidário de Conhecimentos quase Inúteis"
Ed. Salamandra / 1985
Dicionário, www.infopedia.pt

1.24.2007

Estrada de Stª Catarina
vai para obras

..."A Câmara Municipal de Alcácer do Sal comprometeu-se a reparar,
a partir de Abril, parte da estrada que liga a aldeia de Santa Catarina
à vila de Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo."...

..."A obra, orçada em 600 mil euros, vai ser executada pelos funcionários da autarquia até ao limite do concelho, numa extensão
de 12 quilómetros."...

..."Pelo menos tapam os buracos. Na parte pertencente a Alcácer, temos buracos pegados e em muitos deles cabe lá um carro."...

..."Os restantes dez quilómetros da via, classificada pelas Estradas
de Portugal como municipal, pertencem ao concelho
de Viana do Alentejo.
Segundo os utentes, estão transitáveis."...

Em: www.correiomanha.pt

1.19.2007

TV Évora "arranca" hoje na Net



"A terceira televisão on-line no Alentejo e a 14ª em Portugal, arranca sexta-feira com emissões experimentais. Miguel Correia, da empresa alentejana de comunicação responsável pelo projecto, explicou
à agência Lusa que o novo canal on-line alentejano surge depois
do "êxito" da TV Beja, que está disponível desde Março de 2006.
A programação do canal, em fase experimental até 25 de Abril, vai ser "flexível" baseando-se em "conteúdos por pedido".

Quem entrar na página de Internet do canal, em www.tvevora.com, poderá escolher "o que quer ver e quando".

O canal vai apresentar programas de entrevista, turismo e de natureza cultural, social e desportiva. Numa primeira fase, o canal vai centrar-se nos concelhos de Évora, Borba, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Portel e Arraiolos."

Em: www.dianafm.com

1.16.2007

O Castelo de Viana




"Trata-se de uma esplêndida obra de arte edificada para a defesa militar. Altas muralhas, pâncaros, torres, torreões, todo um conjunto
de pedras trabalhadas com esmero que dão força, graça e longevidade
a uma obra sem igual."...
..."É considerado, juntamente com o Castelo de Alvito, um dos mais notáveis conjuntos arquitectónicos fortificados do final do período gótico."...

[1] História

[1.1] Antecedentes

A primitiva ocupação humana do sítio remonta à época da Romanização da península Ibérica, é possível crer que ali se tivessem estendido os tentáculos duma povoação romana conforme se depreende dos vestígios que se encontram espalhados no seu vasto aro, sobretudo no sitio de Paredes e no lugar da ermida de N. Senhora de Aires, menos de cinco quilómetros a su-sueste de Viana, Por ali se tem encontrado restos de edificações, lápides funerárias, moedas dos primeiros imperadores romanos e até uma necrópole.
A região foi abandonada possivelmente ao fim do período romano, de tal modo que apenas a atividade agrícola subsistia à época Muçulmana.

[1.2] O castelo medieval

À época da Reconquista cristã da península, a região foi dominada por Portugal a partir do século XIII. À época, por ali tudo era uma herdade, propriedade municipal do concelho eborense, denominada como "Foxém", daí a sua primeira denominação ser a de "Viana de Foxim" (Foxem), recebeu posteriormente as denominações de "Viana de a par de Alvito" e mais tarde, simplesmente "Viana de Alvito".

No início do reinado de D. Afonso III (1248-1279) as terras da herdade foram duadas a Egídio Martins, mordomo da Cúria, que cuidou de incrementar a sua exploração, incumbência passada a seus sucessores. Pelo termo herdade deve entender-se, em relação a essa época, uma terra acentuadamente agrícola, mas não inteiramente despida de povoamento.

Repovoamento, com base dos progressos de exploração, foi sem duvida intento do alto funcionário da Corte afonsina, seu primeiro donatário,
e na lista dos seus imediatos sucessores esse intento perdurou. Entrado o século XIV, a população cresceu, criaram-se problemas de relação
e porventura adoptaram-se normas para a sua resolução, espontâneas
ou alheias.

Com o falecimento de D. Martim Gil, senhor dos domínios de Viana
do Alentejo
, estes retornaram para a posse da Coroa, tendo D. Dinis
(1279-1325) regularizado a situação, concedendo aos moradores Carta de Foral (1313) e doando 100 Libras para as obras de fortificação.


A ele se deveu além de outros melhoramentos, a cerca da vila
e o castelo: extensa muralha irregularmente pentagonal, coroada
de ameias e reforçada nos ângulos por torreões cilíndricos, envolvendo
um vasto terreiro, onde, flanqueando-a, assenta hoje a igreja matriz, edifício de feição manuelina que se crê sucessor porventura dum outro, este dionisíaco (D.Diniz).

Tendo a senhorio da terra retornado à Coroa, já o soberano, no ano seguinte, o outorgava a seu filho, o Infante D. Afonso (1314), o futuro D. Afonso IV, com a cláusula de não o trespassar a ninguém,
salvo a esposa, a infanta D. Beatriz de Castela, o que veio efectivamente
a fazer, em 1357, às vésperas de sua morte.


Mas não são estes os únicos sucessos politico-sociais de Viana
do Alentejo
, sendo de destacar as Cortes do reinado
de D. João II (1481-1495), que tendo se reunido em Évora,
a 12 de Novembro de 1481, foram posteriormente transferidas para aqui,
onde vieram a encerrar-se a 7 de Abril de 1482.

Anos mais tarde, aqui se celebraram faustosamente as bodas
do malogrado Infante D. Afonso com infanta D. Isabel de Castela,
de Janeiro a Fevereiro de 1491. Tanto em 1481, quanto em 1489, assim como em 1491, o castelo teria acolhido o soberano, que desde o início
de seu reinado lhe procedeu ampla campanha de reformas, extendida
à Igreja Matriz, trabalhos que tiveram continuidade sob o reinado
de seu sucessor, D. Manuel I (1495-1521), com obras sob a direção
dos arquitetos Martim Lourenço, Diogo e Francisco de Arruda.
No castelo, destaca-se a construção de um novo pano de muralhas
devidamente ameado.


O nome de Viana do Alentejo assim como o seu titulo nobiliárquico, recorda os primeiros Condes de Viana, a família dos Meneses
que nas gloriosas agruras do quatrocentismo português,
se distinguiram, nas lutas no Norte d'África."...

Nos séculos seguintes, entretanto, foram desaparecendo os pontos
de referência do castelo, nomeadadamente os fossos envolventes

e as pontes pelas quais se acedia ao castelo.

[1.3] Do século XX aos nossos dias

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional
por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. A intervenção do poder público, entretanto, só se fez sentir na década de 1940, com obras
a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, tendo se procedido trabalhos de consolidação e restauro nas muralhas
e nas ameias.

[2] Características

O castelo apresenta planta pentagonal irregular, no estilo gótico,
com elementos mudejáres e manuelinos. As suas muralhas, rematadas
por merlões e ameias, são percorridas por adarve e reforçadas por torreões de planta circular nos vértices, rasgados por seteiras e encimados por coruchéus de alvenaria. O torreão maior foi convertido em Torre de Menagem. No troço Sul das muralhas rasga-se a chamada Porta da Matriz e no troço a Noroeste, a Porta da Misericórdia.
Na praça de armas delimitada pelas muralhas, ergue-se a Igreja Matriz
sob a invocação de Nossa Senhora da Misericórdia,
em estilo manuelino, mas que se acredita suceda uma edificação anterior, da época dionisina, a Capela de Santo António e o prédio
da antiga Câmara Municipal.

A expansão da malha urbana preencheu os fossos envolventes
e demoliu as pontes de alvenaria que os cruzavam.

Fontes:Wikipedia, castelosdeportugal.no.sapo, IPPAR

1.04.2007

Viana participa na greve dos CTT

"A administração dos CTT avança que a greve parcial dos trabalhadores da empresa registou uma adesão de apenas 20 por cento e levou
ao fecho de três estações de correios e a algum atraso na distribuição
do correio normal."...

..."as estações de correios de Benfica do Ribatejo e de Pontével (ambas no distrito de Santarém) e a de Viana do Alentejo (distrito de Évora) estão encerradas, segundo os números da administração.

Vítor Narciso, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios
e Telecomunicações, responde à administração e sublinha que muitas estações estão abertas apenas com a presença de um funcionário
e porque "o Conselho Económico e Social fez um acórdão que obriga
à prestação de serviços mínimos"."...

Ler mais...

11.24.2006

Alvito quer melhorar ligação a Viana

Autarquia pretende que Estradas de Portugal melhore traçado das vias que ligam o concelho a Cuba e a Viana do Alentejo.

..."O presidente da Câmara Municipal de Alvito pretende que a Estradas de Portugal (EP) melhore os troços da Estrada Nacional (EN) 257 (entre Viana do Alentejo e Alvito), 258 (entre Alvito e Vila Ruiva) e da 258-1 (entre Vila Ruiva e Cuba)."...

"...“As acessibilidades são uma questão importante para a captação de investimentos e até para a fixação de pessoas. Além do mais, cada vez mais as pessoas olham para as distâncias não tanto em quilómetros, mas em tempo”, refere o autarca eleito por um movimento independente."...

..." a intervenção desejada seria “muito importante” para os três concelhos em causa,"...

..."Essa é uma constatação de que nos apercebemos no dia-a-dia. Para quem cá ver passar o fim-de-semana, isso não é muito significativo. Para quem tem de usar estas vias diariamente, [o seu actual estado] já é um obstáculo enorme”"...

Ler mais...