2.05.2008

A falta de vergonha



O general que dirige o Observatório de Segurança
alerta para a chegada de uma explosão social
e para a ocorrência de movimentos de cidadãos insatisfeitos

Garcia Leandro
"O modo como se tem desenvolvido a vida das grandes empresas, nomeadamente da banca e dos seguros, envolvendo BCP
e Banco de Portugal, incluindo as remunerações dos seus administradores e respectivas mordomias, transformou-se num escândalo nacional, criando a repulsa generalizada.

É consensual que o país precisa de grandes reformas e tal esforço
deve ser reconhecido a este Governo (mesmo com os erros e exageros
que têm acontecido). Alguém tinha de o fazer e este Governo arregaçou
as mangas para algo que já deveria ter ocorrido há muito tempo.
Mas não tocou nestes grandes beneficiários que envergonham
a democracia, com a agravante de se pedirem sacrifícios à generalidade da população que já vive com muitas dificuldades.

O excesso de benefícios daqueles administradores já levou
a que o próprio Presidente da República tivesse sentido a obrigação
de intervir publicamente. Mas tudo continua na mesma;
a promiscuidade entre o poder político e o económico é um facto
e feito com total despudor.

Uma recente sondagem Gallup a nível mundial, e também em Portugal, mostra a falta de confiança que existe nos responsáveis políticos deste regime.

Tenho 47 anos de serviço ao Estado, nas mais diferentes funções
de grande responsabilidade, sei como se pode governar com sentido
de serviço público, sem qualquer vantagem pessoal, e sei qual é a minha pensão de aposentação publicada em D.R.

Se sinto a revolta crescente daqueles que comigo contactam, eu próprio começo a sentir que a minha capacidade de resistência psicológica a tanta desvergonha, mantendo sempre uma posição institucional e de confiança no sistema que a III República instaurou, vai enfraquecendo todos os dias.

Já fui convidado para encabeçar um movimento de indignação contra este estado de coisas e tenho resistido.

Mas a explosão social está a chegar. Vão ocorrer movimentos
de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa.

É óbvio que não será pela acção militar que tal acontecerá, não só porque não resolveria o problema mas também porque
o enquadramento da UE não o aceitaria; não haverá mais cardeais
e generais para resolver este tipo de questões. Isso é um passado enterrado. Tem de ser o próprio sistema político e social a tomar
as medidas correctivas para diminuir os crescentes focos de indignação
e revolta.

Os sintomas são iguais aos que aconteceram no final da Monarquia
e da I República, sendo bom que os responsáveis não olhem para o lado, já que, quando as grandes explosões sociais acontecem, ninguém sabe como acabam. E as más experiências de Portugal devem ser uma vacina para evitar erros semelhantes na actualidade.

É espantosa a reacção ofendida dos responsáveis políticos quando alguém denuncia a corrupção, sendo evidente que deve ser provada;
e se olhassem para dentro dos partidos e começassem a fazer
a separação entre o trigo e o joio? Seria um bom princípio!

Corrija-se o que está errado, as mordomias e as injustiças,
e a tranquilidade voltará, porque o povo compreende os sacrifícios
se forem distribuídos por todos."

@: Expresso 02/02/08, pág 52 - Editorial&Opinião

Separar o trigo do joio



Ao contrário de alguma argumentação,
a introdução de transparência na vida pública
não coloca a todos sobre suspeição

António José Seguro

A corrupção regressou à agenda pública. E regressou, deixemo-nos
de hipocrisias, porque a corrupção existe. O Presidente da República
já por quatro vezes alertou para a necessidade de a combater,
o Parlamento analisa, desde Fevereiro de 2006, várias iniciativas legislativas sobre a matéria e o Governo anunciou a criação, no interior da PJ, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção.

A corrupção existe. É um problema sério e transversal aos diversos sectores da sociedade portuguesa. No último «ranking» de corrupção internacional da International Transparency, calculado através da recolha de opiniões de analistas e de empresários sobre a percepção
da corrupção no sector público, Portugal consta da lista e tem à sua frente 25 países com menor índice de corrupção.

Segundo estudos da mesma organização internacional, recentemente conhecidos, os cidadãos colocam os políticos no topo da corrupção
e os portugueses não fogem à regra.
Esta percepção alicerça-se no conhecimento de casos reais, alguns com um elevado grau de divulgação mediática, que rapidamente são objecto de generalização a todos os que desempenham cargos políticos.
Ora, esta generalização é errada, porque em todos os sectores
há pessoas que agem de acordo com a lei e outras que o não fazem,
e ao meter-se tudo no mesmo saco, acaba-se por enlamear os honestos e proteger os corruptos.

Por outro lado, os poucos resultados produzidos, designadamente
na recolha da prova, consolidam o sentimento latente na sociedade portuguesa de que os ‘poderosos’ se protegem e de que existe uma certa impunidade.

Estas realidades minam a confiança dos cidadãos nos políticos
e corroem os alicerces do Estado de Direito Democrático.
A situação é grave e tem vindo a alastrar-se. É dever dos democratas combater esta podridão e afastar a nuvem de suspeição que paira sobre a actividade pública. Com seriedade e sem receios.

Desde logo, dando o exemplo, com a afirmação da disponibilidade para a explicação da origem do respectivo património. Depois, pela adopção de boas leis, da afectação de recursos adequados à investigação
e pela introdução de maior transparência na prática de actos públicos.

Insisto na necessidade de maior transparência porque só esta permite um maior controlo da gestão dos recursos e da prática de actos públicos e, consequentemente, acarreta uma maior responsabilização individual. A cada cêntimo, de dinheiros públicos, gasto deverá corresponder
a publicitação, para o exterior do sistema institucional, da forma como foi utilizado. O mesmo critério deverá ser aplicado, por exemplo, para as razões que fundamentam o pagamento de trabalhos a mais nas obras públicas, bem como para alguns processos administrativos, designadamente no sector urbanístico.

Ao contrário de alguma argumentação, a introdução de transparência na vida pública não coloca a todos sobre suspeição. Bem pelo contrário, a transparência elimina a suspeição sobre os honestos,
reforça a confiança no Estado de Direito Democrático e diminui o risco
da corrupção.

E a diminuição da corrupção liberta os dinheiros públicos para serem utilizados nas políticas públicas de saúde, de emprego e de educação.

@: Expresso 02/02/08

1.30.2008

Genealogia Futurista





Almada Negreiros

"José Sobral de Almada Negreiros nasceu na Ilha de São Tomé
a 7 de Abril de 1893. Passou os primeiros anos em São Tomé, de onde era originária a sua mãe, Elvira Freire Sobral, e onde o pai, António Lobo de Almada Negreiros, foi administrador do Concelho."...

S. Tomé

"Era natural de Aljustrel, filho de Pedro de Almada Pereira, proprietário e jornalista, nascido em Vila Nova de Mil Fontes, que casou
com Margarida Francisca Camacho de Negreiros, filha de António Lobo Camacho, proprietário de Aljustrel, e de Ana Isabel Bravo
de Negreiros, de Serpa, descendente de uma família nobre daquela vila alentejana.

Aljustrel

A família Lobo Camacho tinha raízes em Aljustrel e na Messejana. Foram bisavós paternos do pintor Tomé José Valério, de Vila Nova
de Milfontes, e Maria Amância de Almada, natural da Messejana.

Esta senhora era filha de António de Almada Pereira, tenente
de granadeiros e vereador da Câmara de Messejana, e Maria Vitória
de Almeida Pinto, de Viana do Alentejo."...

Viana do Alentejo
@: Diário de Notícias , foto de S. Tomé , foto de Aljustrel

1.28.2008

«Zapatero é o meu melhor amigo»*

"O secretário-geral do PSOE, José Luis Zapatero, prometeu aumentar
as reformas mínimas dos pensionistas com cônjuge a seu cargo
dos actuais 650 euros para os 850 euros, caso o seu partido vença
as eleições de 9 de Março, escreve a Lusa.

De 497 euros para 700 euros
O primeiro-ministro espanhol prometeu ainda subir o valor das pensões mínimas de viuvez e das pensionistas singulares dos actuais 497 euros para 700 euros."...

Licença de paternidade até às quatro semanas
O chefe do Governo assumiu ainda o compromisso de alargar a licença de paternidade até às quatro semanas e dar horários laborais reduzidos às mães até que os filhos tenham 12 anos.

300 mil novas escolas primárias
Zapatero comprometeu-se também a aprovar benefícios fiscais às empresas que favoreçam a conciliação laboral; a criar 300 mil novas escolas primárias"...

*



*

«Tenho muitos amigos na Europa, de todas as famílias políticas,
mas o meu melhor amigo tem sido e é o primeiro-ministro espanhol.
Para Portugal é importante o dinamismo da economia espanhola
e vice-versa», disse José Sócrates..."

..."Zapatero, surpreendido, apressou-se a reagir em agradecimento:
«Não estava preparado, mas quero agradecer as amáveis palavras
do primeiro-ministro e dizer que tenho uma sensação similar.

Se há alguém com quem me entendi desde o primeiro dia, com quem tenho colaborado, é José Sócrates. Também tenho de agradecer
a sua firmeza na colocação de Felipe González no gabinete de reflexão
da União Europeia, o que é muito importante para nós"...

@: PortugalDiário, Idem

Chover no molhado

1.23.2008

Allentejo



Empresários e regiões de turismo receiam
que marca "Alentejo" seja "varrida" do mapa


"As regiões de turismo e os empresários alentejanos estão preocupados com o futuro da marca “Alentejo”, e receiam que a promoção externa
da região se perca com a nova organização turística territorial aprovada pelo Governo.

O presidente da Região de Turismo da Planície Dourada, Vítor Silva, escreve no boletim informativo que "é perfeitamente justificada
a preocupação em saber se a marca turística ‘Alentejo’ está ou não
em causa, esperemos que o futuro venha a mostrar que não".
Também Francisco Zambujinho, empresário na zona de Monsaraz
e presidente da agência Turismo do Alentejo, manifestou à Lusa
o receio de que o novo mapa de órgãos regionais de turismo "crie um vazio na promoção externa da região".

O Alentejo, que tem estado organizado em quatro regiões de turismo (Planície Dourada, Évora, Portalegre e Costa Azul), vai passar
a estar dividido em três áreas regionais de turismo: Alqueva, Litoral Alentejano e resto da região."

@: Diana FM

1.22.2008

Assinaturas pelo
Serviço Nacional de Saúde



"A actual política de saúde, em especial o encerramento de serviços
e o corte de despesas necessárias ao seu bom funcionamento,
tem degradado o Serviço Nacional de Saúde: o acesso é mais difícil
e a qualidade da assistência está ameaçada.

O SNS é a razão do progresso verificado nas últimas décadas na saúde dos portugueses. Ao serviço de todos, tem sido um factor de igualdade
e coesão social.

Os impostos dos portugueses garantem o orçamento do SNS e permitem que a sua assistência seja gratuita. Não é legítimo nem justificado exigir mais pagamentos.

Os signatários, reclamam da Assembleia da República o debate
e as decisões políticas necessárias ao reforço da responsabilidade
do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de cuidados
de saúde, através do SNS geral, universal e gratuito."

@: Em defesa do SNS geral, universal e gratuito

Kms de Cuidados Primários




Paula Nobre de Deus, deputada do PS, eleita pelo círculo eleitoral de Évora.
@: assembleiadarepublica.pt

1.21.2008

ASAE indicia Cardeal Patriarca

"É a notícia do dia, a ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé
de Lisboa para inspeccionar as condições de higiene dos recipientes
onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração.

Depois de sugerir ao cardeal que se assegurasse que as hóstias têm
um autocolante a informar a composição e a validade e se contêm transgénicos e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel após cada beijo de um crente.

A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem, bem como de que da próxima vez que cardeal dê o anel a beijar aos crentes procede à sua limpeza usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras desde que o sabor a limão seja conseguido com ingredientes naturais.

Sabe-se também que a ASAE ainda inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco, as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos pois tanto quanto se sabe o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha."







Recebido @: vianadoalentejo@hotmail.com

Vamos a meças




Paula Nobre de Deus, deputada do PS, eleita pelo círculo eleitoral de Évora.
@: assembleiadarepublica.pt

1.18.2008

Engenho Assassino




Mandou matar a mulher e empacotou o assassino


..."terá encomendado a morte da sua mulher a um francês no Verão
do ano passado. Meses mais tarde encontrou-se com o executante nos arredores de Paris e, em vez de lhe pagar o prometido, tê-lo-á morto
à queima roupa com dois tiros na cabeça. O corpo foi encontrado num terreno baldio no Bombarral no início desta semana"...

"Dois meses depois ter morto Francisca Figueira, em Alcáçovas,
o homicida francês encontrou-se com o viúvo nos arredores da capital de França para ser pago pelo crime encomendado.
Terá sido nessa altura que emigrante assassinou o homem a quem tinha pedido para matar a sua mulher"...

"O homicídio aconteceu em França, mas o suspeito cobriu o cadáver
com cimento fresco, deixou-o secar para depois empacotá-lo numa caixa de madeira e enviá-lo para Portugal através de uma empresa
de transporte de mercadorias."..."terá viajado de seguida para a região Oeste, onde, em finais de Outubro de 2007, levantou a encomenda enterrou-a num terreno baldio do Bombarral, concelho onde nasceu.
O corpo foi descoberto na passada terça-feira e transportado até
ao Gabinete Médico Legal de Évora para ser autopsiado.

"Duas perfurações que se presume serem de projécteis de uma arma foram encontradas no crânio do cadáver", explicou fonte policial.
O suspeito, que em França trabalhava como assentador de lareiras,
foi ouvido no Departamento de Investigação de Acção Penal de Évora
e ficou preventivamente detido na prisão de Elvas."...

"Francisca Figueira foi estrangulada na noite de 28 de Agosto do ano passado e foi o próprio marido que deu o alerta à GNR. O crime ocorreu quando o casal, que residia nos arredores de Paris, se encontrava
de férias na sua casa de Alcáçovas, em Viana do Alentejo."...
"[o marido] contou às autoridades que após regressar a casa de uma pescaria, encontrou a mulher estendida no chão da sala.
O homicida assaltou a moradia, levando consigo vários objectos
de valor e fugindo de seguida num Peugeot 406, que pertencia à vítima.
A polícia seguiu na altura a pista de um indivíduo que vários habitantes viram a rondar a moradia do casal.

@: DN - 18/01/08
Ler mais @: Jornal de Notícias , PortugalDiário, Alcaçovas e DN - 30/08/07

1.16.2008

Évora explosiva





..."Questionado pelos jornalistas sobre a eventual negligência da empresa distribuidora de gás propano, José Ernesto Oliveira escusou-se a abordar o assunto, alegando que o que lhe compete é «garantir a segurança da população e identificar as causas do que aconteceu»."...

..."Além das quatro fugas detectadas, existem outros «dois troços da rede» que mostram «permeabilidade suficiente» para garantir que também aí existem fuga, embora «ainda não localizada»."

@: Destak/Lusa

Litania



1.11.2008

Datas com Sentido

13 de Janeiro de 1898
Data de Restauração do Concelho de Viana do Alentejo


"A primeira metade do século XIX foi marcada pelas invasões francesas(3), pela afirmação das ideias liberais e pelas lutas que conduziram à vitória e consolidação do liberalismo em Portugal.
Nesse contexto, de revolução e consolidação do novo regime dela saído, exigia-se o estabelecimento de uma nova organização do reino,
no plano judicial, que fosse o garante dos postulados igualitários
e de liberdade que definem o liberalismo.
A partir da revolta, bem sucedida, de 1820, paulatinamente, empreenderam-se as reformas legislativa, financeira e administrativa, que visavam a modernização de todo o aparelho do estado
e da sociedade.

Em 1832 Mouzinho da Silveira levou a cabo um conjunto de medidas reformadoras. Essas medidas foram objecto, desde o início,
dos aplausos entusiásticos de uns, e das críticas mais acerbadas
de outros, que viam nelas o fim das antigas liberdades municipais.
Para além da extinção dos forais (1), cuja reforma era já
uma necessidade que se vinha afirmando desde os finais do século XVIII, importa assinalar a reforma administrativa do reino empreendida por Mouzinho.

A reforma administrativa corporizou-se no Decreto nº 23 de 16 de Maio de 1832 que visava a modernização do país e o reforço do poder central. O Decreto entrou em vigor em 1834, e logo no ano seguinte foram-lhe introduzidas alterações. Mereceu, à partida, a forte oposição de alguns sectores da sociedade portuguesa, especialmente ao nível das elites locais, para quem consubstanciava uma ameaça ao seu poder.

A polémica gerada à volta deste tema, vai dominar parte da primeira metade e a derradeira do século XIX. Sucederam-se as reformas:
umas de pendor mais centralista, outras mais vincadamente regionalistas. Neste contexto, extinguiram-se, criaram-se e restauraram-se concelhos.



O Decreto nº 64 de 26 de Junho de 1833 manteve o Concelho
de Viana do Alentejo, assim como a reforma levada a cabo por Costa Cabral plasmada no Código Administrativo de 1842.

Em 1855 Rodrigo da Fonseca procedeu a nova revisão da divisão administrativa do país, que em nada alterou a situação do concelho. Nova tentativa de reforma administrativa foi protagonizada
por Martens Ferrão em 1867. Esta reforma acabou por não ser executada, pois foi revogada por Decreto de 14 de Janeiro do ano seguinte, pelo que a constituição do concelho se manteve inalterada.

Em 1896, por decreto de João Franco, datado de 26 de Junho, o concelho de Viana do Alentejo foi extinto e integrado no de Évora. Tal medida, que levou igualmente ao desaparecimento de outros concelhos, foi objecto de uma forte campanha de protestos quer a nível local, quer nacional, o que veio a permitir a restauração de alguns desses municípios.
Assim veio a acontecer com o de Viana do Alentejo que foi restabelecido por Decreto de 13 de Janeiro de 1898.
Neste processo teve papel decisivo António Isidoro de Sousa (2),
um dos filhos maiores de Viana, destacado reformista e incansável defensor do progresso do concelho.
O Feriado Municipal de 13 de Janeiro assinala a Restauração
do Concelho ocorrida no mesmo dia e mês do ano de 1898."

(1) Instrumento jurídico que reconhecia autonomia administrativa de uma comunidade. No fundo tratava-se de um documento que marcava o "nascimento" oficial de um concelho.
(2) Patrono da Escola dos 2° e 3° ciclos do E. Básico e do Secundário.
[(3) Évora: 1818
Julho, 13 - Sublevação de Évora, por proposta do general Francisco de Paula Leite.
Julho, 29 - Combate de Évora, entre uma divisão francesa, comandada
pelo general Loison, e forças regulares portuguesas e espanholas.
Os forças aliadas são dispersadas e o exército francês saqueia a cidade,
provocando uma chacina. @: cronologia das invasões francesas ]

Texto por: ebsis.edu.pt , recebido na caixa do correio

António Isidoro de Sousa



"O Dr. António Isidoro de Sousa, no início do séc. XIX, foi o grande impulsionador do desenvolvimento da vila de Viana do Alentejo,
tendo aí desenvolvido actividades que o transformaram em pioneiro no cooperativismo e associativismo em Portugal.

Filho do médico António José de Sousa e de Maria José de Sousa, nasceu em "Vianna do Alemtejo" no dia 4 de Abril de 1843 e faleceu,
na mesma localidade, no dia 19 de Dezembro de 1914.

No Instituto Agrícola, concluiu o curso de "veterinário-lavrador"
em 1864. Exerceu os cargos de Intendente da Pecuária em Évora e Coimbra, onde contactou com figuras proeminentes da "Geração de 70", como Antero de Quental e Eça de Queirós. Posteriormente, é colocado como agrónomo distrital em Beja. Foi convidado para exercer vários cargos, como professor da Escola Veterinária de Lisboa, Director Geral da Agricultura, Deputado e Governador Civil, tendo-os recusado a todos para, in loco, se dedicar à sua terra natal, começando por promover
a criação da "Liga dos Lavradores do Baixo Alentejo" depois de fixar residência em Alvito.

Após a morte do seu pai, apoia e incentiva, em 1881, a divisão da Herdade do Palanque em 123 courelas, que foram arrematadas em Março de 1882. Promoveu a criação da sociedade cooperativa "União Vinícola e Oleícola do Sul", em Vianna do Alemtejo, no final de 1892, tendo assumido a sua gerência em 1893. Neste ano, a U.V.O.S. promoveu a última arrematação das 109 courelas em que fora dividida
a herdade Cegagatos. A Cooperativa construiu, junto à estação
de caminho de ferro de Viana, a "Adega Social" para o fabrico nacional dos vinhos da região. Instalou uma "Estação de Ensaios", onde eram divulgadas novas espécies de vinha e de produtos horto-frutícolas, demonstradas modernas técnicas agrícolas, ensaiados adubos químicos e instalado um posto de observação meteorológico.

Em 28 de Outubro de 1893, a U.V.O.S., pela mão de António Isidoro
de Sousa, conseguiu que o governo autorizasse a criação
da "Escola-Oficina Médico Sousa", que seria administrada financeira
e disciplinarmente pela Cooperativa, enquanto que a Direcção e Inspecção Técnica era da responsabilidade do ministro Dr. Bernardino Machado, que na altura fomentava o Ensino Industrial.

Esta escola dedicava-se ao ensino prático dos processos relativos aos ofícios de Oleiro, Forneiro de Loiça e Pintor de Cerâmica, actividades com muita implementação na vila.

É nesta escola que se encontram as raízes da actual Escola B2,3/S
Dr. Isidoro de Sousa de Viana do Alentejo.

Em 1895, aquando da extinção do concelho, é eleito Presidente da Comissão de Vigilância, tendo promovido uma grande movimentação em prol da restauração e ampliação do Município de Viana.
Reinstala a Comissão de Pastos em 1896, a qual fomenta a construção de uma fonte. Aquando da restauração do Concelho, em 1898, torna-se Presidente da Câmara. No desempenho destas funções, foi responsável pela construção de fontes, pelo loteamento de terrenos para
a construção de habitações e, por último, no ano do seu desaparecimento, em 1914, interferiu junto do governo para que fosse autorizada a divisão da Herdade da Vinagra em 123 courelas.
Pela mão do Dr. António Isidoro de Sousa a configuração
de Viana do Alentejo, ainda hoje, se distingue da de todas as outras regiões alentejanas."


@: Escola E.B. 2,3 /S Dr. Isidoro de Sousa

1.08.2008

"Quando se pede sacrifícios,
não se deve ser arrogante"


"O ex-secretário-geral socialista avisa que, se o actual Governo pede sacrifícios, é «indispensável» que o faça com «menos arrogância e mais humildade».

PS rejeita críticas

Na reacção à entrevista a Ferro Rodrigues publicada esta quinta-feira pela VISÃO, o porta-voz do Partido Socialista, Vitalino Canas, rejeita que exista arrogância no governo.

«Não existe arrogância, há é medidas e reformas que têm que ser tomadas, que parecem duras e têm impacto na vida dos cidadãos, mas são inevitáveis», disse Vitalino Canas, admitindo que a aplicação dessas medidas pode dar a ideia de que o Governo é «insensível».




«A opinião do ex-secretário geral do PS é certamente importante e tem de ser analisada», acrescentou Vitalino Canas."...

@: Visão online , idem