6.14.2008

"A Verdade Histórica"




Comentário de Frederico Nunes de Carvalho
colaborador residente do Blog Alcáçovas




[...] "se há coisa que Salazar se preocupava em esconder (se realmente fosse racista) era a discriminação racial. Não cultivo [o] culto do líder ou da personalidade, mas também não posso deixar de me indignar com branqueamentos da história. [...]

"Estado-Novo considerou Portugal um Estado Pluri-continental
e Pluri-racial". Isto é dito pelo historiador (penso que totalmente insuspeito) António do Carmo Reis, em "Nova história de Portugal". Também Helena Matos, que dedicou parte da sua vida historiográfica, a Salazar anui nesse sentido." [...]

"eu tenho presente um do Estado Novo [cartaz?, slogan?], que tinha 4 mãos, cada uma de sua cor (branca, preta, amarela e castanha) unidas e dizendo, um país 4 raças. Bem sei que estes são pequenos exemplos, mas simultaneamente demonstrativos do carácter cultural unívoco que o regime pretendia estabelecer, até como forma de garantir a integridade territorial. Salazar tinha presente que foi Portugal o percursor da miscigenação e, vi-a isso como algo de positivo e a reforçar no sentido de esbater assimetrias racias. Penso que quem tivesse visto Angola antes do Estado Novo e a visse depois da sua instauração, reconheceria avanços significativos ao nível da igualdade racial, sem que com isso não reconheça que ainda existiam nas colónias ultramarinas situações normais de discriminação, mas que o Estado de época previa sancionar legalmente." [...]

"parece-me que a raça de Salazar, era uma raça ,miscigenada, ou melhor dizendo, uma raça plural e, quando esse vocábulo lhe saía, insinuava sobretudo a força da natureza lusitana, inclusivé a natureza ultramarina e inter-racial." [...]

"Custa-lhes [ao BE e ao PC] que parte da nossa população reconheça méritos a alguém que esteve na génese da sua criação e base ideológica, pelas piores razões, ou seja, pelo antagonismo dos seus princípios políticos. Tanto o PCP e o BE sabem o significado do termo para Salazar, mas esta expressão (que poderia ter sido outra, até admito) pronunciada por Cavaco, era o chamado "matar 2 coelhos de uma só cajadada", ou seja, tinham argumentos para finalmente contestar a figura do PR que há tanto procuravam e, ao mesmo tempo, tentatam mascarar a essência do termo utilizado por Salazar, pelos piores motivos, como forma de relembrar os malefícios do regime.
Eles foram muitos certamente, mas não penso que ir por aqui, resulte numa clarificação, tanto do discurso, como da verdade histórica." [...]

@: alcacovas.blogs.sapo.pt

10 comentários:

Anónimo disse...

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Numa comunicação apresentada no Congresso Nacional de Ciências da População, realizado em 1940, intitulada "Factores degenerativos na população Portuguesa e o seu Combate", Mendes Correia renovava esta mesma ideia: "Não deixaremos de aludir ao papel de mestiçamentos como possível factor degenerativo. Ainda que o mestiçamento, como dizemos numa memória ao Congresso Colonial, não implique necessariamente, por um processo natural, a inferioridade biológica, psíquica, moral e social do mestiço, e possam existir cruzamentos felizes, saudáveis e estáveis de raças diferentes, a pureza de uma raça forte é, por si, maior garantia de higidez e de valor físico e social do que a lotaria germinal de um cadinho confuso de elementos heterogéneos e contraditórios.
A pureza do sangue português metropolitano é uma condição essencial da continuidade histórica e moral da Nação; eis a conclusão do nosso estudo referido".

É, pois, praticamente impossível encontrar uma coerência na ideologia colonial sobre o problema da mestiçagem. A existência de mestiços também não basta para esclarecer o assunto, já que, por exemplo, na África do Sul existia uma proporção maior de mestiços do que aquela que havia em Angola ou Moçambique, mesmo durante a década de 60.

Mais revelador é o facto de praticamente não existiram casamentos entre portugueses e africanas e vice-versa. Por seu lado, os nascimentos de mestiços apareciam fora de casamentos, ou seja, ilegítimos na maior parte das vezes. Em Angola, em 1958, por exemplo, dos 2668 mestiços declara-dos, 1878 eram filhos ilegítimos e em 1959 dos 2538 declarados, 1666 eram ilegítimos. Nestas condições, as relações dos portugueses com os africanos parecem não ser o resultado do chamado luso-tropicalismo.

Transcrição de trecho do livro: Mário C. Moutinho, O Indígena no Pensamento Colonial Português

José Luís Potes Pacheco

Frederico Nunes de Carvalho disse...

Antes de lhe tentar responder convenientemente, deixe-me dizer duas coisas prévias:

1º - Não faço a mais pequena ideia porque esse meu comentário, numa simples resposta a um artigo do meu colega de blogue, Bruno Borges, acabou por ter tanta publicidade neste espaço, nem tampouco conheço os motivos da mesma!

2º - Deixe-me dizer-lhe que lhe respondo essencialmente pela sua frontalidade e argumentação. A primeira porque é raro ver nos dias de hoje, no movimento blogosférico, coragem para assumir certar e determinadas posições, quando estas arriscam a gerar polémica, discussão, oposição. A segunda porque o Sr. José Pacheco procurou informar-se(se é que não sabia já o que aqui expôs) e responder, ainda que num tom antagónico ao meu, com lisura e educação, aspectos que permitem a continuação de uma saudável discussão.

Concretamente ao que apresenta de Mendes Corrêa(Correia), pergunto desde já se este é o mesmo que expõe, anos antes, num texto de
1914-1915(muito antes da instauração do Estado Novo),a grande "costela" germânica dos portugueses, relegando para 2o plano a influência semita e africana?

Depois gostaria de lhe dizer que, ainda que esse senhor pudesse ter opiniões vincadamente eugénicas, mais que higiénicas, não me parece correcto associarmos essas a todo um regime. Até porque o Sr. Pacheco não aborda essa questão, da política oficial do regime em relação ao racismo e, ao mesmo tempo não correlaciona o referido autor com o mesmo. Portanto, poderia sempre deduzir que essa personalidade era racista, num regime fascista. Mas isso não faz do regime de salazar um regime racista, da mesma maneira que ter um português, ou mesmo um partido (não o necessito de citar que o Sr. certamente que o conhecerá)que advogue a discriminação racial hoje me dia, não faz do seu Governo um apoiante confesso à causa.

Outra questão que me suscitou opinião foi quando disse «Mais revelador é o facto de praticamente não existiram casamentos entre portugueses e africanas e vice-versa». Não querendo contradizê-lo, mas relembro que essa questão é sobretudo uma questão cultural, no sentido em que duas raças distantes entre si, não podem reproduzir-se ou, quando imediatamente juntas, a ideia de repulsa ou afastamento poderá ser comum. A doutoranda(ou já doutorada) Patrícia Ferraz de Matos dá um exemplo de um ex funcionário público em Angola nos anos 30: «...Eu tinha 18, 17 anos
quando fui daqui, rapaz, e eu chegava lá e ver uma preta nua
não me impressionava nada, aquilo para mim era um bicho;
mais tarde já não era… É uma questão de costume, de
adaptação ao ambiente.

Depois para pudemos dar outra profundidade à discussão, deixe-me perguntar-lhe o que é para si o Racismo? Pergunto isto, pois a própria selecção natural da raça(Eugenismo) em função da idade, por exemplo, na minha opinião também pode ser considerado racismo e, desse ponto de vista Álvaro Cunhal poderia ser chamado de racista, pois defendida inquestionavelmente o aborto já na década de 40, por exemplo na apresentação da usa tese de licenciatura.

Adiante...

Há ainda outras duas questões que gostaria de trazer à ribalta sem querer, contudo tornar-me muito extensivo.

Uma delas é sobre a causa humanista da Igreja Católica e, forte componente religiosa do Regime, nomeadamente do seu próprio líder, Salazar.Podemos mesmo afirmar da preseverança da Igreja no controlo sobre o Estado em relação eugenia.

Outra é a do chamado Luso-Tropicalismo, esta teoria, quiçá mais sedutora e aplicável pelo Estado Novo do que aquela que defende de Mendes Corrêa. Começo aqui por dizer-lhe que já C.R. Boxer(investigador reconhecido internacionalmente no estudo do império português) afirmava que os portugueses não
estabeleciam barreiras raciais nas suas colónias e que a sua fácil miscigenação com
outros povos lhes daria uma certa especificidade. Acrescento outra referência: Gilberto Freyre.
Este autor brasileiro diz, em plena década de 30 a
predisposição dos portugueses para o contacto fraterno com as populações tropicais,
devido ao seu passado étnico e cultural de “povo” indefinido entre a Europa e a
África. A versão oficial do Estado Novo assemelha-se bastante, a partir, da década de 50(tb fruto das pressões vindas do processo de colonialimo, não nego)à tese de Gilberto Freyre,segundo a qual os «portugueses sempre tinham respeitado os valores
das populações com as quais se relacionaram e com as quais mantiveram laços de
tolerância, harmonia, fraternidade e até de intimidade, criando as chamadas sociedades
luso-tropicais».

Para terminar que, efectivamente alonguei-me mais que o desejado, deixe-me fazer-lhe um desafio, a encontrar um investigador/historiador(de preferência estrangeiro) que diga expressamente que o colonialismo português foi dos mais hediondos e desrespeitadores no que toca à questão racial, quando comparado com as restantes potências colonizadoras(se quiser trago-lhe à liça vários que advogam o contrário).

Quanto à expressão "raça" utilizada por Salazar, não retiro o siginficado inicialmente dado na minha resposta ao colega de blogue.

Cordiais Cumprimentos,

Frederico Nunes de Carvalho

Anónimo disse...

Todo este post está pejado de doutas paroleiras. É uma pérola barroca. Alguém obviamente salazarista, não admitir o culto da personalidade. Confundir propaganda com factos históricos. Dar entender que a administração portuguesa, como potência ocupante, não era racista e não baseava a segregação colono/indigena na cor da pele. A existência de uma "Raça Salazar". A atribuição dos méritos genéticos do PCP ao mesmo energúmeno. Toda a argumentação ser baseada no conceito completamente retrógado de raça...
- Uma verdadeira epifania. Mais uma vez, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...

Anónimo disse...

Parece que este moço Frederico é o intelectual de serviço ao blogue situacionista desse outro indescritível personagem que é o Fabi, vereador eleito pelo PSD local e que, pelas posições que toma (ou não toma…) nas reuniões de Vereação, mais parece ter sido eleito pelas listas da própria CDU.
Posto isto, começo por afirmar que me estou tintas para o discurso do Cavaco, talvez aquilo tenha sido apenas um “lapsus linguae”, talvez não. Afinal o homem é uma formatação do Estado Novo, paradigma do indivíduo que nesses tempos tudo aceitava e nada punha em causa, mais interessado na sua vidinha do que na contestação à triste realidade que o cercava e de que certamente se aperceberia. E que no pós 25 de Abril teve a sorte de ter tido um automóvel para fazer rodagem…
Disserta então o nosso moço Frederico acerca da bondade do colonialismo português ao tempo do Estado Novo, num discurso serôdio e revisionista capaz de ombrear com os melhores momentos do ultramontano Cazal Ribeiro na Assembleia Nacional de má memória. Que não, que não era um regime racista, que a raça para Salazar era assim como um “melting-pot” de brancos, pretos, castanhos e amarelos (mas não vermelhos, Deus nos proteja…), enfim uma precoce espécie de “todos diferentes, todos iguais”. Isto e mais uma catrefada de outras sandices de difícil descodificação. Na ânsia de mostrar a sua sapiência, eloquentemente discorre o moço Frederico acerca do que pensa que sabe, do que não sabe e do que ouviu vagamente falar. Ele é o Gilberto Freyre e o luso-tropicalismo, ele é o Mendes que é Corrêa e não Correia, ele é o eugenismo e o higienismo, ele é enfim a secular e harmónica tolerância dos colonizadores portugueses… Até se dá mesmo à pilhéria ao evocar a tese de licenciatura desse perigoso racista (porque defensor do aborto) que foi, pasme-se… Álvaro Cunhal!

Mas concedamos alguma seriedade a estas notas. O estatuto oficial das colónias e dos seus indígenas sofreu diversas alterações ao longo da vigência do Estado Novo; essas alterações não significaram contudo que o regime tivesse alterado a sua postura retrógrada e reaccionário perante essas questões. Posto perante a necessidade de garantir os princípios justificativos da oposição ao surto descolonizador de África, o regime salazarista, a partir dos inícios da década de sessenta, tentou impor o mito (aqui defendido pelo moço Frederico) da inexistência da dominação e exploração de um povo pelo outro. Até aí tinham vigorado nas colónias regimes tão vergonhosos como o semi-esclavagista da cultura obrigatória do algodão (extinto pelo DL 43875, de 24.08.1961) ou o do Estatuto dos Indígenas, aprovado em 20 de Maio de 1954 e que dividia as populações da Guiné, Angola e Moçambique em três grupos: indígenas, assimilados e brancos. Este Estatuto, de natureza declaradamente racista, preconizava práticas semelhantes às do apartheid sul-africano, como a obrigatoriedade do acantonamento dos indígenas em aldeamentos e o trabalho forçado. A sua existência é a prova inegável da dura realidade da diferenciação racial que se viveu nos domínios portugueses em África. O fim tardio do regime do indigenato não se traduziu, contudo, no fim do sistema de diferenciação social e racial nem na eliminação da dualidade do sistema de governo, antes representou uma reciclagem colonial, uma nova roupagem da opressão face ao contexto histórico que se vivia: o da dominação
Marcelo Caetano, porventura o maior e melhor produtor do corpus teórico em que assentou o regime salazarista, foi bem explícito a esse propósito, ao escrever que “os indígenas são súbditos portugueses (…) mas sem fazerem parte da Nação, quer esta seja considerada como comunidade cultural, quer como associação política dos cidadãos”; e ainda que “num só ponto devemos ser rigorosos quanto à separação racial no respeitante aos cruzamentos familiares ou ocasionais entre pretos e brancos, fonte de perturbações graves na vida social de europeus e indígenas e origem do grave problema do mestiçamento, senão sob o aspecto biológico (…) ao menos sob o aspecto sociológico”. Ou ainda “os pretos em África têm de ser dirigidos e enquadrados por europeus. (…) Os negros em África devem ser olhados como elementos produtores enquadrados ou a enquadrar numa economia dirigida por brancos” (Marcelo Caetano, “Os Nativos na Economia Africana”, Coimbra, 1964, p.16).
Falemos agora um pouco de Gilberto Freyre. No plano ideológico, o Estado Novo apropriou-se abusivamente das suas teses luso-tropicalistas, procurando com elas defender a virtual construção secular de uma nação portuguesa multi-racial. Numa breve crónica publicada na revista História, o historiador António Hespanha (nº 80, Outubro de 2005), a propósito da benignidade da tese de Freyre acerca da miscigenação racial e cultural, escreve: “ Basta visitar, ainda hoje, uma cidade como S. Salvador para perceber que as tais elites locais não eram entusiastas de grandes misturas com as populações pobres, negras ou indígenas locais. O próprio [Freyre] notou frequentemente essa atitude casticista em vários pontos do antigo Ultramar português” De facto Gilberto Freyre escreveu um diário, em 1951, publicado sob o título “Aventura e Rotina”, no qual relata a sua viagem às colónias portuguesas. Essa viagem foi-lhe proporcionada pelo próprio Estado Novo, pelo que ele só viu aquilo que quiseram que visse…
Por fim e acerca do tal cartaz de propaganda do regime salazarista, onde aparecem “quatro mãos, cada uma se sua cor”. A Africa do Sul produziu um cartaz semelhante, onde se via uma mão branca a apertar uma negra. Será que isto significa que o mundo inteiro andou enganado, que afinal o regime sul-africano não foi racista e que o apartheid nunca existiu? Oh moço, tenha piedade de nós, veja lá se arranja argumentos menos pueris para defender a sua dama! Bem sei que “em terra de cegos”…

Sempre esperei que perante um comentário desta natureza as forças vivas das esquerdas do nosso Concelho aparecessem a denunciá-lo, a desmistificá-lo, a combatê-lo. Excepção aqui aos dois comentadores precedentes. Onde estão os Pedros, os Penetras, os Diamantinos, a malta do PC, a rapaziada do Bloco? Hah! Pois. É que a “nossa” esquerda desde há muito que perdeu a ideologia. Interessa-se por coisas mais banais, a manutenção do status-quo, o carreirismo, o mando. Nesse aspecto o moço Frederico é muito mais coerente. Mesmo toscamente, não teve pejo em defender a sua ideologia. E neste ponto tiro-lhe o chapéu.

Maria d’Aires Viana

Anónimo disse...

Portentosa Senhora, bem-haja!

Anónimo disse...

:) Psicologia invertida, mais uma vez!

;) Ah os chapéus agora, devem andar em cima das cabeças ;) o sol vai a estar quentinho.... iolol !

As insolações são muito prejudiciais à saúde e até podem queimar alguma restia de neurónios................

Anónimo disse...

Tá bem mói-te, ó psicólogo.

E para te poupar trabalho - psicologia invertida, mais uma vez.

:-
iolol!

Anónimo disse...

Quem será este personagem que frequentemente usa a palavra "psicologia" nos diversos comentários vomitados na nossa blogoesfera? Será que é o mesmo que tirou o seu cursito, durante as horas de serviço, na mesma escolinha em que o nosso primeiro ministro tirou o seu? E que pelos vistos só teve aproveitamento na cadeira de Psicologia Invertida...

Anónimo disse...

Face ao preocupante estado de saúde do “Psicologia invertida, mais uma vez!”, na primeira consulta prescrevia a este doente, à falta de medicamentos por unidose, uma caixa de 60 comprimidos, do grupo dos psicolépticos, uns tranquilizantes ou sedativos ansiolíticos para lhe reduzir a tensão e a ansiedade.
Passado 15 dias se a situação clínica continuasse instável, talvez considerasse a hipótese de lhe receitar uns neurolépticos derivados da fenotiazina, como a clorpromazina, muito eficaz nos casos de psicose graves, como a esquizofrenia.
Já repararam, sempre a repetir a mesma frase, parece que anda na velha escola do ensino primário em que os erros dos ditados eram repetidos, regra geral, vinte vezes.

Dr. Hugo Cortegaça

Anónimo disse...

E já passa receitas e tudo, bela escola ;)
Quererá reduzir a tensão e a ansiedade do pessoal ou meramente pô-los zombis ?
Porque não outro tipo de receita mais natural, pondo de parte os fármacos ?
Penso que a escola é mais a de uma mentira repetida várias vezes, virá verdade absoluta e universal... hi hi hi

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